Mostrando postagens com marcador África Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador África Brasil. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 16 de junho de 2015

Mojubá Origens: Parte I



Muito se tem falado da importância da Cultura Negra na formação desse Brasil, tal qual o conhecemos hoje. Entretanto, pouco esforço tem sido feito para  tentar compreender essa Cultura sem cair nos esteriótipos de relacionar o negro apenas a festividade, música e dança ou um olhar que veja na Cultura Negra traços de atraso principalmente ligado a sua religiosidade.
O vídeo acima auxilia na compreensão da Cultura Negra em busca de uma sua totalidade.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Herança Africana




Muito se tem falado no Brasil sobre respeito a Cultura Negra. Do mesmo modo, há um consenso que uma das formas de preservação da Cultura Negra no Brasil se deu através das religões que vieram da África.

Entretanto, as religões de matrizes africanas tem sofrido calúnias desde sua chegada ao Brasil até os dias de hoje, embora todos nós saibamos que é impossível a construção de uma sociedade democrática sem o respeito a diversidade religiosa, assim como é impossível ter uma opinião que fuja do senso comum no Brasil sem minimamente conhecer a cultura afro-brasileira.

Esse vídeo tem como objetivo uma iniciação ao universo mágico religioso de uma das religiões de matrizes africanas que é o candomblé.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O alface para Ogum : perseguição e discriminação no século XXI

                Mário de Andrade em seu intuito de se aprofundar na cultura brasileira lançou em 1938 a Missão de Pesquisas Folclóricas conjuntamente com o Museu do Folclore Rossini Tavares de Lima, cujo acervo se encontra atualmente no Pavilhão das Culturas Brasileiras no  Ibirapuera. Dentre as várias obras que nos chamam atenção , estão imagens de objetos quebrados e apreendidos pela polícia dos terreiros de candomblé do Norte e Nordeste do país e que materializam e imortalizam a perseguição que as regiões de matrizes africanas sofriam na época.
Passados mais de sessenta anos dessas perseguições que Mário de Andrade tão bem registrou e que demonstram a visão do senso comum em relação as religiões de matriz africana, cujo o único  contato possível se baseia na difamação, perseguição e destruição.

Atualmente, essa intolerância ao candomblé ganhou nova roupagem condizente aos dicursos mais polidos e nem por isso menos reacionários e que tem como objetivo perseguir e discriminar o que é considerado diferente.
A necessidade de classificar pessoas e práticas que não estão dentro dos padrões considerados corretos, já causou mortes, genocídios e guerras. Entretanto a necessidade humana de separação, de definição de fronteiras entre os bons e os ruins parece insaciável.
Disfarçada em uma pretensa defesa dos animais, o que percebemos nessa postura que defende a não utilização de  animais no candomblé é uma descarada perseguição as religiões de matrizes africanas, quando esses classificadores/perseguidores misturam em seu discurso enviesado proteção de animais domésticos e utilização de animais para alimentação.
É importante esclarecer primeiramente a esses desavisados que o candomblé é uma religião milenar que como várias outras oferece como forma de compartilhar e comungar, sua melhor comida aos orixás, muito parecido inclusive quando vem um visitante em nossa casa.

 Excluíndo uma família convictamente vegetariana, a comida que oferecemos aos nossos convivas muito provavelmente terá algum tipo de carne, e um breve passeio pelos bairros aos domingo, preferencialmente em dias de jogos importantes,  confirma que a carne esta fortemente arraigada na dieta das pessoas, principalmente em datas festivas.
É fundamental esclarecer que o candomblé só utiliza em seus rituais animais que se destinam a alimentação que são o frango, pata, angola e o cabrito, afinal muito parecido com a dieta que fará a alegria de tantas pessoas nesse final de ano.
É preciso que esses perseguidores do candomblé deixem claro se a luta deles é pela proteção dos animais destinados a alimentação. Porque se a defesa é para os animais destinados a alimentação, a luta dessas pessoas deveria começar pelos grandes criadores de animais de corte, abatedouros e frigoríficos além de exigir de toda a sociedade e não só dos seguidores do candomblé, que sigam uma dieta vegetariana.
Em muitas culturas, assim como no candomblé é a melhor comida que oferecemos para quem gostamos, e a melhor comida significa para uma religião milenar, a proveniente da caça. Essa é tradição que o candomblé comunga, inclusive muito similar a comida que oferecemos aos nossos melhores amigos, quando reunimos a família em datas comemorativas, inclusive religiosas. E a comida partilhada entre os entes queridos não se resume em uma dieta vegetariana, assim como não se resume a um prato de alface a comida oferecida a Ogum.